Debate do SBT entre Alckmin e Lula. Nem quente, nem frio!
Uma demonstração - errônea - que em nome da democracia vale qualquer coisa. O importante, para alguns, é se manter no poder, independente do preço que tenha que pagar. O debate da última quinta-feira, no SBT, entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, na verdade, foi chocho, sem grandes atrativos, nem defesas mais firmes, empolgantes, de lado a lado. Dá para se dizer que houve empate. Um morno empate!
Geraldo Alckmin perdeu oportunidades de ouro para enfiar alguns jabs no adversário, mas seguiu no feijão-com-arroz, sem surpresas, ou contragolpes mais certeiros que, obviamente, o seu oponente deu graças a Deus. Mesmo citada sem muito destaque, Lula falou das privatizações da gestão Fernando Henrique, que Alckmin prontamente respondeu, mas ficou devendo. Geraldo tinha que ter feito um resumo da importância de algumas das principais empresas privatizadas, e em números, geração de emprego e renda, ampliação da receita, recolhimento de impostos e investimentos, como no caso da telefonia - fixa e celular - que mostra, sem dúvida, que aquela privatização foi uma decisão acertada, que possibilitou a reestruturação do sistema e a oferta, a preços compatíveis, no telefone fixo, e uma expansão vertiginosa na telefonia celular. Alckmin poderia ter explorado melhor esse aspectos. Não o fez.
Poderia ter usado também o exemplo da Companhia Siderúrgica Nacional - CSN, como exemplo, e debulhado o candidato Lula, naquele momento, ao mostrar o quanto de benefício essa empresa privatizada por Fernando Henrique trouxe ao país, a partir da sua reestruturação, com novas tecnologias, muito mais emprego, condições funcionais dignas, mais recolhimento de impostos etc. Alckmin também não falou sobre ela. Enfim, sobre as tais privatizações as defesas foram pífias. E eu acredito que se bem colocadas, mostrando o outro lado dessas vendas de estatais, a população iria entender melhor, e ter mais clareza sobre o assunto.
É bom que se diga, que além dessas empresas não receberem a atenção que deveriam dos governantes - independente de quem -, elas também, na maioria dos governos, se tornaram cabides de empregos de parentes de políticos e apaniguados do poder, e serviram de moeda de acordos e trocas políticas, para fechar apoios e outras conveniências, muito comum, na política brasileira.
Se o candidato Geraldo Alckmin tivesse pegado por esse lado, tinha, com certeza, senão nocauteado o seu adversário, por certo, o teria deixado tontinho da silva... Faltou, a mesma pegada do debate da Band, uma imposição maior de Alckmin sobre os graves problemas nacionais, pelo menos para não deixar o embate tão excessivamente morno.Ficou para o próximo, quem sabe, se não surgir nenhum fato novo até lá! O que é difícil, pois a cada dia a sociedade é sacudida com novas denúncias, picuinhas e histórias do arco da velha!








