20 Outubro 2006

Debate do SBT entre Alckmin e Lula. Nem quente, nem frio!

Às coisas não andam boas. Menos ainda, para a política nacional. Em nome da democracia, espertalhões de toda ordem e coloração dão a sua contribuição para torna-la ainda mais indigesta à população, que atônita acompanha round após round, numa luta insana pelo poder, onde não faltam golpes abaixo da cintura.
Uma demonstração - errônea - que em nome da democracia vale qualquer coisa. O importante, para alguns, é se manter no poder, independente do preço que tenha que pagar. O debate da última quinta-feira, no SBT, entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, na verdade, foi chocho, sem grandes atrativos, nem defesas mais firmes, empolgantes, de lado a lado. Dá para se dizer que houve empate. Um morno empate!

Geraldo Alckmin perdeu oportunidades de ouro para enfiar alguns jabs no adversário, mas seguiu no feijão-com-arroz, sem surpresas, ou contragolpes mais certeiros que, obviamente, o seu oponente deu graças a Deus. Mesmo citada sem muito destaque, Lula falou das privatizações da gestão Fernando Henrique, que Alckmin prontamente respondeu, mas ficou devendo. Geraldo tinha que ter feito um resumo da importância de algumas das principais empresas privatizadas, e em números, geração de emprego e renda, ampliação da receita, recolhimento de impostos e investimentos, como no caso da telefonia - fixa e celular - que mostra, sem dúvida, que aquela privatização foi uma decisão acertada, que possibilitou a reestruturação do sistema e a oferta, a preços compatíveis, no telefone fixo, e uma expansão vertiginosa na telefonia celular. Alckmin poderia ter explorado melhor esse aspectos. Não o fez.

Poderia ter usado também o exemplo da Companhia Siderúrgica Nacional - CSN, como exemplo, e debulhado o candidato Lula, naquele momento, ao mostrar o quanto de benefício essa empresa privatizada por Fernando Henrique trouxe ao país, a partir da sua reestruturação, com novas tecnologias, muito mais emprego, condições funcionais dignas, mais recolhimento de impostos etc. Alckmin também não falou sobre ela. Enfim, sobre as tais privatizações as defesas foram pífias. E eu acredito que se bem colocadas, mostrando o outro lado dessas vendas de estatais, a população iria entender melhor, e ter mais clareza sobre o assunto.

É bom que se diga, que além dessas empresas não receberem a atenção que deveriam dos governantes - independente de quem -, elas também, na maioria dos governos, se tornaram cabides de empregos de parentes de políticos e apaniguados do poder, e serviram de moeda de acordos e trocas políticas, para fechar apoios e outras conveniências, muito comum, na política brasileira.

Se o candidato Geraldo Alckmin tivesse pegado por esse lado, tinha, com certeza, senão nocauteado o seu adversário, por certo, o teria deixado tontinho da silva... Faltou, a mesma pegada do debate da Band, uma imposição maior de Alckmin sobre os graves problemas nacionais, pelo menos para não deixar o embate tão excessivamente morno.Ficou para o próximo, quem sabe, se não surgir nenhum fato novo até lá! O que é difícil, pois a cada dia a sociedade é sacudida com novas denúncias, picuinhas e histórias do arco da velha!

Francineto vai para Brasília

É verdade. Da modesta cidadezinha de Itainópolis, lá no interior do Piauí, e depois de correr o Brasil e algumas incursões interna cionais, vai aterrizar em Brasília, com toda pompa e circuns tância, o cidadão Francineto Luz Aguiar. Ou, para os seus fãs, o forrozeiro Frank Aguiar, democraticamente eleito por São Paulo para uma gestão de deputado federal, com a bagatela de 144.701 votos, representando o PTB.
É bom ficar atento, pois ele está com a corda toda e sabe muito mais do que apenas cantar e fazer composições populares de grande sucesso. Cada lançamento de seus discos vende, por baixo, um milhão de cópias. Recentemente se formou em Direito, é politizado e tem na família vários membros que exercem ou exerceram cargos na Assembléia Legislativa de seu estado, e Câmara de Vereadores. Ele próprio, desde os quatorze anos, sempre teve um pezinho na política.
Diz que estava se preparando para o futuro.O futuro chegou. Brasília estava na rota. Seu sonho se tornou realidade. Portanto, que faça o melhor. A política está precisando de sangue novo!

Lembretinho aos menos avisados:

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
Não adianta mandar e-mails malcriados. Aqui o trabalho é jornalístico e não de puxa-saquismo. Sem liberdade a critica, nenhum elogio é valido. E ponto final.
.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

Pensando bem...

Enquanto Frank Aguiar, o homem do forró, tem explicado a sua magistral eleição para deputado federal – 144.701 votos – como fruto de um trabalho sério e de sua preocupação com os menos favorecidos, com a educação e a cultura que tanto castiga os brasileiros, o outro, que também é artista (teatro), estilista, apresentador de televisão, se diz com uma cultura aprofundada – estou falando dele, o próprio, Clodovil Hernandez! – só abre a boca para falar besteira, criticar as pessoas e se colocar no pedestal da República, como se fosse a última bolachinha do pacote.
Mas, pelo que tem mostrado em suas entrevistas, todas esfuziantes, delirantes, ele está mais para ‘bolacha mofada’. Aliás, acho que seus eleitores, muitos deles, devem estar arrependidos de ter votado neste Clodovil que vem se apresentando pós-eleição.
Nem assumiu o cargo, mal conhece – se é que conhece – o Congresso Nacional e já picha todo mundo. Ele, segundo afirma, será o grande diferencial daquela Casa. É mole? Pelas besteiras que já falou, é bem provável que receba o diploma de deputado num dia, e logo em seguida seja cassado por decoro parlamentar. Tal as asneiras que tem saído daquela boca depois das eleições. Chega por hoje de Clodovil! Mas ainda volto a falar dele, tenham certeza.
Vale lembrar que Hernandez teve nada menos do que 738.993 votos! O que quer dizer que sua responsabilidade é do tamanho do expressivo número que passa a representar. E agora, Clodovil?

Perguntar não ofende:

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-
Na língua petista o que quer dizer, realmente, quando chama a tal militância a fazer um “plantão cívico?”.
1) – É estar nas ruas no período eleitoral, agitando a massa?
2) – Ou, na observância da Constituição para um pleito saudável? Quem souber, por favor, me responda.

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

Cicarelli: os bispos estão de olho na beldade...

A Rede Record de Televisão não esconde o seu interesse em contratar a sempre esfuziante Daniella Cicarrelli. Tem horário e plano para a moça em sua grade de programação. Os bispos estavam de olhos arregalados para abocanhar mais alguns pontinhos no ibope, com ‘la Cicarelli’ a tiracolo. Mas, parece que melou, como dizem os ‘cumpanhêiros’.
A moçoila ao sentir o tamanho do interesse do bispado, não deixou por menos: cravou o valor mensal do seu salário em R$ 100 mil, para adentrar o reino da Record. Os bispos recuaram. Opa, não é por aí. É muito dinheiro. Na MTV os salários, no máximo, chegam a ralos R$ 15 mil!
Mas, nem tudo está perdido. Os bispos têm interesse na apresentadora, e seu contrato com a MTV ainda vai até o mês de dezembro. Até lá, tudo pode acontecer. Os bispos sabem como persuadir...
Resta saber, na eventualidade de Cicarelli ir para lá, se depois não a colocam na geladeira, como já fizeram com outros apresentadores. É melhor ganhar menos e estar em evidência, do que ganhar mais, e ficar fora do ar. Não é mesmo?