12 Outubro 2006

Primeira pesquisa presidencial do Ibope

Na pesquisa apresentada nesta quinta-feira, pelo Ibope, com vistas ao segundo turno, a diferença entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, está em doze pontos percentuais. Lula com 52 por cento e Alckmin com 40 por cento.
Nesta quinta-feira teve início o Horário Eleitoral que, agora com apenas dois candidatos, terão mais tempo para defender suas propostas e mostrar o que pretendem fazer para dar um novo rumo à vida do país, em benefício de sua população, principalmente às menos privilegiada. Para se falar de números, ainda é cedo. Até o próximo dia 29, tem muito chão a ser percorrido. Mas, é fundamental que o eleitor fique atento nas propostas dos candidatos para não se deixar iludir.

No Paraná, Requião está messiânico

Segundo meu correspondente no Paraná, no Horário Eleitoral, hoje, o governador Roberto Requião candidato à reeleição, voltou messiânico. Falou em Deus, pediu oração aos eleitores para que possa ter forças para fazer um bom segundo mandato, o abençoando e o afastado de todo o mal. Bonito, né?
Pena que isso só aconteça, realmente, em vésperas de eleição.
Triste realidade
A campanha do governador-candidato no primeiro turno foi sacudida pelo ‘já ganhou’, e na apuração das urnas, se defrontou com a triste realidade: não era bem assim. Agora, volta para o segundo turno com o senador Osmar Dias, que não é fraco, e vai ter que fazer um trabalho redobrado para tentar continuar no Palácio Iguaçu.
Tinhoso
Quem conhece o temperamento forte de Requião, sabe que ele não consegue se conter por muito tempo. Na campanha passada, em pleno palanque eleitoral, milhares de pessoas acompanharam seu discurso, onde até o diabo foi aventado como aliado, se necessário.
No mesmo palanque, estavam lideres evangélicos e católicos. Jornalistas que se defrontaram com ele, não acreditam nessa sua nova versão.
Aguardemos.

Pois é...

** Deputado Delfim Neto vai fazer companhia aos demais candidatos que não conseguiram se reeleger na última eleição.
** Fico a me perguntar: porquê a sociedade esclarecida dá 738.993 votos – quase um milhão de votos! - a um cidadão como o costureiro Clodovil Hernandez, encrenqueiro de marca maior, e não reelege um Delfim Neto?
** Pode ser desgaste da imagem de Delfim. Mas na troca entre este e Clodovil, o brasileiro – a se analisar às outras declarações de Hernandez – saiu perdendo. Mas, também se cogita que Delfim será um dos homens fortes do presidente Lula, caso passe pelo segundo turno...
** Clodovil, como um desvairado, sai atirando pra todos os lados, antes mesmo de assumir o cargo que ganhou de presente dos paulistanos.
** Imagine, então, depois de diplomado como o terceiro deputado federal mais votado do país!
** Realmente, como ele gosta de dizer: o “Congresso Nacional jamais será o mesmo”. Percebe-se.
** Ainda voltarei a falar sobre o folclórico Clodovil.

Roseana tem que mudar de partido

Uma incoerência que precisava ser sanada para evitar o descrédito público do PFL. É o caso Roseana Sarney, daquela sigla partidária, mas que não apóia Geraldo Alckmin, pois está atada ao presidente Lula. Jorge Bornhausen, presidente da agremiação já tinha mandado o recado: ou fica e respeita a linha do partido, ou sai. Caso contrário, a comissão poderá sugerir a expulsão.
Definição
O que não pode é acender uma vela pra Deus e outra para o diabo. Independente de quem é quem nessa história... Agora, o assunto já tomou outros contornos. Roseana deve deixar o PFL e mudar de mala e cuia para o partido do papai Sarney, o PMDB, com o devido apoio de Renan Calheiros. Olhando assim, nada de mais. É a dança das cadeiras.
Jogo de poder
Mas, o curioso, nas entrelinhas, é o jogo de poder que embala os nossos figurões da República.
Na família Sarney, ele, José é senador pelo Amapá – reeleito para mais oito anos - pelo PMDB. A filha, Roseana, tenta agora, no segundo turno, se reeleger para um segundo mandato à frente do governo do Maranhão, até então, pelo PFL, de onde desembarca nos próximos dias. O que isso quer dizer?
Primeiro: o pai tem poder e manda no Amapá pela sigla do PMDB.
Segundo: a filha, manda no Maranhão, é governadora e pertence ao PFL, mas apoiou neste governo que se encerra o presidente Lula, que é PT, e esticou sua presença no partido pefelista até onde deu. Agora, segundo Bornhausen, não dá mais. Tem que optar.
Moral da história
Em uma só família o poder concentrado. Governo maranhense e Senado, pelo Amapá, e dois partidos de sustentação, em dois estados. É mole, o quer mais?
Vale lembrar: o Brasil está cheio desses casos. Como, há alguns anos, onde Antonio Carlos Magalhães era presidente do Congresso Nacional e seu filho, já falecido, Eduardo Magalhães era, nada menos do que presidente da Câmara dos Deputados. Ou seja: em apenas uma família a força do Poder das duas mais importantes casas legislativas do país!
Isso não é crime. Afinal, conquistaram esse poder pelo voto popular e democrático. Mas também não é bom para o país, pois concentra o poder na mão de poucas e poderosas famílias. O povo precisa aprender a votar. Isso, aliás, Edson Arantes do Nas imento - o Pelé - já dizia há mais de vinte anos e o povo parece que ainda não aprendeu.
Isso dá barulho.

Quem está com quem...

** O fato de Agnaldo Timóteo, vereador por São Paulo, declinar seu apoio à candidatura do presidente Lula, não é novidade. O PL, do Valdemar da Costa Neto, já era alinhado ao Palácio do Planalto.
** Já o recém-eleito cantor Frank Aguiar (PTB-SP), também apostar em Lula, até se entende, pois é um cantor das massas. Tem afinidade.
** Surpresa mesmo ficou por conta de Ana Maria Rangel, do PRP e que conseguiu fazer uma boa campanha – mesmo que curta -, na televisão, onde pleiteava à Presidência da República, e que também engrossa às fileiras do candidato petista.
** A sua postura, na tevê, parecia estar contra tudo o que se apresenta no atual modelo político. Principalmente, esse floreio populista. Era o que eu deduzia. Aliás, gostei da maneira como ela se apresentou ao povo brasileiro. Quem sabe, na próxima eleição, consiga se eleger prefeita. Por que não?