11 Outubro 2006

Amanhã, horário eleitoral!

Gostemos ou não, nesta quinta-feira volta à tevê o Horário Eleitoral Gratuito – ainda bem que não precisa pagar... -, e virá recheado com temas picantes, do melhor cardápio da política tupiniquim, como temos visto, aliás, nos últimos meses.
Mas, o horário eleitoral tem sim, o seu lado bom. Serve para fazer uma avaliação das propostas e, para os mais interessados – e que deveriam ser todos, cidadãos brasileiros em busca do melhor para o país -, dá para perceber, nas entrelinhas ou mesmo no lado mais explícito, os que utilizam subterfúgios para enganar o povo e amarrar por mais quatro anos o progresso nacional e a melhor condição de vida do povo brasileiro.
Portanto, ligados na telinha porque vem chumbo grosso por aí. E, aliás, vale lembrar, que é só o começo. Até o dia 29 próximo, muita água vai passar por baixo da ponte. Não se deixem intimidar. Como bem mostrou o primeiro turno, inclusive com relação às pesquisas, vitória mesmo, só depois de todas as urnas apuradas.
Portanto, amanhã, começa o Festival de Pancadaria do Segundo Turno, em versão nacional, para Presidente; e, versão estadual, para governadores.
Muita atenção.

RETALHOS DE CAMPANHA

Pelo que se pode ver nesta eleição, parece mesmo que o grande destaque das campanhas dos anos anteriores estavam na movimentação artística, nos showmicios que embalavam os eleitores e que, obviamente, sem ter condição financeira para ver grandes astros, tinham essa oportunidade, agora cassada na última eleição.
Sem essa possibilidade, os candidatos se esforçaram ao máximo, mas, mesmo assim, não conseguiram sair da mesmice. É raro um candidato que tenha empolgado a sua platéia. Os temas repicados, como segurança pública – que não temos -, educação – que poderia ser melhor -, saúde – que é um caos, para quem precisa dos órgãos públicos -, transporte – defasado na maioria dos estados brasileiros -, moradia – abaixo da crítica – e tantos outros, estavam no cardápio dos comícios e também no palanque eletrônico dos candidatos, na tevê. Mas o povo parece não acreditar mais no que eles dizem. Tal o baixíssimo índice de audiência do horário político na televisão, e também os comícios, sem os artistas e os velhos – e interesseiros – sorteios que partidos faziam para atrair público.
O eleitor escaldado com essa leva de politiqueiros que avançaram aos cofres da Nação, nesta eleição esteve mais cuidadoso, mais atento. Pesquisou e analisou os currículos dos candidatos, fugindo do burburinho, e da sedução dos próprios ou dos seus correligionários.
Estão aprendendo que não se troca voto por dentadura – como acontecia lá no Paraná -, ou por cestas básicas – no Maranhão -, ou ainda, no Amapá – por uma simples ‘marmitex’. Como de resto, na maioria dos estados brasileiros.
O povo está deixando de ser massa de manobra de político que se perpetuam no cargo, e nesse ano levaram uma esfrega para poder garantir a boquinha, e já sabem que na próxima, se não fizerem a coisa certa, perdem espaço e corre o risco de saírem chamuscados da campanha eleitoral. O povo não está perdoando o mal político.Viva a democracia e a faxina geral.

PREMUNIÇÃO:

O grande brasileiro Rui Barbosa parece que já desconfiava, naquela época, dos caminhos que o Brasil poderia trilhar, por lideranças que mais pensavam em seus próprios interesses, do que no bem da causa pública.
Por isso, mais do que oportuna a sua célebre citação: “vai chegar o momento em que o povo brasileiro terá vergonha de ser honesto”. Será que isto já está vingando, diante dos últimos acontecimentos da República?

Reflexão - I

O momento brasileiro está passando por uma falência moral, onde às leis são postas de lado e, explicitamente, se pratica o condenável, o abominável, como temos visto nos noticiários da imprensa e na confissão de seus cúmplices.
Os interesses – pessoais, de grupos ou de instituições partidárias – deixam clara a manipulação, o engodo e até a virulência, quando pegos em flagrante delito.
Outros tentam, desavergonhadamente, insinuar que isso faz parte do processo democrático, quando, na verdade, não passa de crime como outro qualquer, porém, com uma agravante: são praticados por gente graúda, ligada a poderosos de plantão e que se beneficiam da estrutura de poder para armar situações clandestinas e tirar proveitos, impondo regras que não condizem com a Constituição brasileira.
Os tempos mudaram. Mas vale lembrar, que nunca é tarde para corrigir os erros e recolocar o trem da democracia nos trilhos da coerência, da ética e da justiça, que não podem viver dissociados, sob o risco de um desmando generalizado e pernicioso para o desenvolvimento do país.Os mais atentos perceberam, nos últimos anos, um retrocesso no exercício da liberdade de expressão e na ética, vindos, principalmente, do poder vigente, mesmo que este tenha sido eleito pelo voto democrático, não exercita a democracia com a liberdade que nela se encerra. Não dá para descuidar.

Serra faz trabalho ambicioso em prol de Alckmin

** José Serra, o vitorioso governador paulista, está jogando todas as fichas e incentivando a sua militância a fazer um bonito trabalho em torno de Alckmin. Ambicioso como ele só, quer nada menos do que 64% dos votos dos paulistanos.
** No primeiro turno Alckmin obteve 54,20% dos votos, deixando seu adversário Lula, muito distante, com 36,77%. Levando-se em consideração a votação que Serra obteve sobre Mercadante, talvez não seja um feito tão difícil.
** Mesmo porque Serra está colocando sua tropa de choque na rua para um corpo-a-corpo que, da mesma forma, lhe deu a vitória para o governo de São Paulo. E, para essa empreitada, os prefeitos aliados terão uma grande responsabilidade, juntamente com os cabos eleitorais que deverão fazer um pente fino nessa reta final.

Não deixe de votar

Atenção mocidade e todos os demais que, por alguma razão, não tiveram a possibilidade de votar no último dia 1o., no primeiro turno das eleições presidenciais.
Agora, no próximo dia 29, um novo jogo de braço democrático estará sendo realizado e todos – acima dos dezesseis anos, portanto, conscientes, já que não são obrigados por lei - deverão ir às urnas e depositar às suas esperanças num dos dois candidatos – a escolha é pessoal – porém, fundamental que façam uma escolha certa, ou o mais próximo disso.
Nós, o povo brasileiro não pode mais esperar a boa vontade dos senhores políticos que, parece, não andam muito sensíveis às causas públicas, estão mais ajustados aos seus interesses pessoais, de grupos e apadrinhados, como temos visto.Por isso, a eleição democrática e o voto são os caminhos para se mudar, urgentemente, esse triste quadro da vida nacional. A omissão só trará atraso e prejuízo para o país e sua gente. Portanto, com o título na mão e a consciência desperta, dia 29 é o “Dia D”, para um novo ciclo do país. Ficar dormindo ou apenas no lazer que poderá custar mais alguns anos de atraso, onde às velhas raposas de rabo felpudo estarão se locupletando felizes e saltitantes, com a alienação de parte dos brasileiros. Todo cuidado é pouco.

Por quê?

A incompetente Marta Suplicy – que poderia ter feito uma excelente gestão frente à Prefeitura de São Paulo e depois ter conquistado o governo paulista - que também foi um fiasco com o candidato Mercadante – continua vociferando aos quatro cantos que se o Alckmin ganhar acabará com o Programa Bolsa Família? Será que esses personagens do PT não sabem argumentar, debater?
Precisam sempre estar atados à mentira, a desfaçatez, ou aos dossiês e outros recursos menos recomendáveis? Geraldo Alckmin já falou, inúmeras vezes, que o Bolsa Família vai continuar e até melhorar. E esta senhora continua fazendo afirmações maldosas e desnecessárias. Será que para ela, na política, vale tudo? É sabido também que se o presidente Lula conseguir um segundo mandato ela estará entre os novos ministros da República. Será por isso, então, que inventa essas mentiras? Quer garantir uma boquinha federal? Pode. Tem lógica. Só falta vergonha na cara. O povo está cansado disso. Acorda, dona Marta!