Pelo que se pode ver nesta eleição, parece mesmo que o grande destaque das campanhas dos anos anteriores estavam na movimentação artística, nos showmicios que embalavam os eleitores e que, obviamente, sem ter condição financeira para ver grandes astros, tinham essa oportunidade, agora cassada na última eleição.
Sem essa possibilidade, os candidatos se esforçaram ao máximo, mas, mesmo assim, não conseguiram sair da mesmice. É raro um candidato que tenha empolgado a sua platéia. Os temas repicados, como segurança pública – que não temos -, educação – que poderia ser melhor -, saúde – que é um caos, para quem precisa dos órgãos públicos -, transporte – defasado na maioria dos estados brasileiros -, moradia – abaixo da crítica – e tantos outros, estavam no cardápio dos comícios e também no palanque eletrônico dos candidatos, na tevê. Mas o povo parece não acreditar mais no que eles dizem. Tal o baixíssimo índice de audiência do horário político na televisão, e também os comícios, sem os artistas e os velhos – e interesseiros – sorteios que partidos faziam para atrair público.
O eleitor escaldado com essa leva de politiqueiros que avançaram aos cofres da Nação, nesta eleição esteve mais cuidadoso, mais atento. Pesquisou e analisou os currículos dos candidatos, fugindo do burburinho, e da sedução dos próprios ou dos seus correligionários.
Estão aprendendo que não se troca voto por dentadura – como acontecia lá no Paraná -, ou por cestas básicas – no Maranhão -, ou ainda, no Amapá – por uma simples ‘marmitex’. Como de resto, na maioria dos estados brasileiros.
O povo está deixando de ser massa de manobra de político que se perpetuam no cargo, e nesse ano levaram uma esfrega para poder garantir a boquinha, e já sabem que na próxima, se não fizerem a coisa certa, perdem espaço e corre o risco de saírem chamuscados da campanha eleitoral. O povo não está perdoando o mal político.Viva a democracia e a faxina geral.