Bom dia meu caro Evandro!
Aproveitando que estou feito trem bala, nessa manhã, então vamos dialogar, porque é a única maneira de fazer deste, um Brasil melhor. Sem intransigências, mas com inteligência, coisa que anda meio escassa entre nossos políticos de plantão!
Independente de nomes, nenhuma autoridade eletiva – portanto dono de mandato popular, via voto – deve usar de suposta arrogância ou prepotência, ou qualquer outra forma de deslize, que possa se tornar numa ‘bola de neve’ e, com o tempo, trazer muitos prejuízos ao seu futuro político como, aliás, estamos vendo hoje, onde vários nomes de peso do passado se aglutinaram com outras forças políticas e se descaracterizaram, virando uma mescla entre autoritarismo arrogante e democracia de meia-sola. Isso é fato.
Mas, essa também é a morte iminente, sem dúvida, se não no curto prazo, mas a médio, da então suposta autoridade. Digo suposta e justifico: que não se iluda o candidato com cargo eletivo. Ele usa a terminologia de autoridade – e eu diria passageira – porque numa eleição ele pode ser exterminado pelo voto democrático.
Outra coisa, meu caro Evandro, virou moda e no ritmo populista que vem crescendo no país – não sei até quando e onde está o mérito nisso -, a critica exacerbada contra a chamada elite, burguesia ou ricos como você bem diz. Mas, tudo isso é bobagem! Veja, por exemplo, o nosso ilustre cidadão Lula, depois que empossado foi, no trono palaciano. Viaja como os melhores executivos internacionais, veste-se com roupa sob medida e de grife, almoça e janta como os príncipes dos Emirados Árabes, transita nos melhores ambientes da República e fala de igual para igual com os principais banqueiros do país!
Não é apenas obrigação do cargo. Não! Mesmo porque, quando deixa-lo, não mais voltará para aquela vidinha simples, dos velhos tempos. Isso é tomar gosto pela ‘coisa’. Essa ‘coisa’, nada mais é, do que o direito de usufruir o bom e do melhor que a vida nos proporciona, e que lutamos para conquistar, independente do cargo que venhamos a exercer.
Portanto, esse negócio de burguesia, é coisa de político sem argumentos sólidos. Pois, se você analisar, a maioria deles foi financiada, presenteada, ou coisa que o valha, dos que têm dinheiro para colaborar. Porque a camada pobre pode ser solidária, mas não tem recursos. Então, eles, os políticos vão à caça dos que eles mesmos criticam, como burgueses. Portanto, é sim, a burguesia que financia toda essa gente. E não existe demérito nisso. Desde que declarado legalmente. Aliás, se estes mesmos políticos que dizem isso fossem honestos, quando se referissem à burguesia, passava também a citar nomes, um por um! Aí, estaria expressando o seu sentimento verdadeiro. Dando nome aos bois. Sem nome, não tem valor. Torna-se genérico. Aliás, assim como muitos arremedos de políticos, que se transformaram em genéricos. Não tem postura de estadista. De defensor da causa pública com a força da alma!
Você pergunta em que grupo você se encaixa. Boa pergunta, meu caro Evandro. Você, eu e a grande maioria do povo brasileiro nos encaixamos entre aqueles que não acreditam mais em políticos demagogos, aqueles em que a retórica é maior do que a solução ou a busca dela, em prol dos menos favorecidos. Isto porque nós entendemos, que não adianta tão-somente eu ter condições financeiras, morar bem, comer bem, andar de carro importado e não ter segurança, nem para abrir o portão de casa, onde posso ser assaltado e morto, por falta de segurança pública.
Vale lembrar ainda, que a má distribuição de renda gera toda essa desgraça que vemos todos os dias nos jornais e na televisão. Portanto, se alguém falar que os burgueses estão levando vantagem, é mentira. Ou, é relativo! Uma grande parcela desses hoje chamados de burgueses, empresários, industriais são os responsáveis pelo país ainda estar em funcionamento, em andamento... Porque, se dependermos dos políticos de modo geral, e dos carreiristas em particular, esse país já teria voltado ao tempo dos Donatários, lembra-se?
Portanto, Evandro, enquanto os políticos não tiverem consciência de unidade nacional, de trabalho honesto em prol das populações menos favorecidas e de uma política ajustada aos interesses do país, e não de grupos econômicos ou interesses politiqueiros, o povo estará sob a égide do sofrimento e da necessidade. É assim há décadas. E agora, mais recentemente, a ‘esperança’ ressurgiu, mas, lamentavelmente, descambou, entre tantos desmandos conforme noticiado pela imprensa nacional e internacional. O Brasil empobreceu ainda mais.
Temos que estudar sim, trabalhar também, mas temos o direito de ter uma vida digna, justa, honesta e o exemplo tem que vir de cima! E no momento, não está vindo. E o discurso está às avessas. Fala-se uma coisa e pratica-se outra. É preciso depurar tudo isso. A Constituição é clara nos direitos do cidadão. Não é mesmo? Está escrito lá. Mas, só escrito! As instituições estão contaminadas, a saúde é péssima, moradia para os de baixa renda não existe, é mínimo. O transporte é uma vergonha. A alimentação é um prêmio mensal e populista chamado Bolsa Família que, eventualmente, pode ser retirado a qualquer momento, de acordo com o humor do mandatário de plantão, independente de quem seja ele.
Agora, o pior: trabalho. Como essa massa humana poderá sobreviver dignamente, se não tem trabalho? Como diz o ditado, quem não trabalha, não come. E como sustentar a família? Prover trabalho é dever do estado que através de políticas eficientes, cria condição para que novos postos de serviço se abram. Com projetos eficientes cria-se alternativas junto ao comércio e a indústria, e facilita a vida dos prestadores de serviços, gerando emprego e renda, deixando de ser um estado paternalista, doador de bolsas ou vales que humilham muito mais, do que alivia a sua dor, por uma pobreza injusta. Porque o país é rico. É só olhar a roubalheira nacional e também nos cofres dos estados para saber o tamanho da riqueza do Brasil espoliado.
Finalizando meu caro Evandro, veja você como são às coisas. Eu ia lhe responder em cinco pequenas linhas, mas não me contive. A indignação é maior. O desejo de mudança para melhor, é maior! Não podemos diante da gravidade dos acontecimentos, ficar encostado no ‘barranco’ do comodismo. Não sou e não somos revoltosos. Não! Somos cidadãos brasileiros, eleitores e conscientes que lutamos com as armas do verbo – e não da foice – para um Brasil melhor. Os carreiristas políticos devem refletir, pois a sociedade organizada não está mais aceitando os desmandos e o desrespeito que campeia em solo pátrio.
A eleição do próximo dia 1o. dará o tom, meu caro Evandro, desse diálogo de hoje!
MUDA BRASIL!
Abs/Até a próxima.
Abaixo, a postagem do leitor Evandro, que gerou o artigo acima.
O dificil é ele mesmo saber lidar com isso, e parar de medidas populistas e de jogar os pobres contra os q ele chama de ricos, burgueses, etc, eu não sou pobre, não preciso de bolsa familia, mas não sou nenhum pouco brgues, tenho q trabalhar duro todo o dia, ira pra faculdade a noite, e fazer economias mil pq naum me sobra nada fim do mes, e aí de q lado estou?? em q grupo me encaixo?o mais irritante nisso td é esse sr ser tão arrogante ao ponto de dar como ganha essa eleição, não gosto do alckimin tbm não, mas odeio arrogancia e mentiras. como diria o popular peroba.. PERÓBA NELES!!! ABS E VALEU PELO POST!!!