18 Setembro 2006

Heloisa Helena dá baile nos
apresentadores do Bom Dia Brasil

** Foi o que se pode deduzir, hoje (18), no jornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo, onde se iniciou nova rodada de entrevistas com os presidenciáveis. Heloísa Helena, do Psol, foi a primeira convidada e durante os 20 minutos, em dois blocos de 10, os apresentadores Renato Machado e Renata Vasconcelos, acompanhados da colunista Miriam Leitão (estúdio) e Alexandre Garcia (Brasília), sabatinaram a candidata, com uma saraivada de perguntas e numa nítida falta de educação, atropelavam as respostas da entrevistada, comprometendo o raciocínio e a exposição da idéia aos eleitores. Como ela é bem articulada não se deixou intimidar. Outro, no seu lugar, teria ficado numa saia justa.

** Aliás, acompanhei todos os debates e entrevistas até aqui. E percebi que a partir do momento em que a candidata Heloísa Helena atingiu patamares mais respeitados, junto à opinião pública, às perguntas tornaram-se mais capciosas, às interrupções nas respostas mais freqüentes e, às vezes, de maneira áspera, que foge ao padrão do bom jornalismo.

** Ora, se o debate e/ou entrevistas é para esclarecer ao leitor/expectador a visão do candidato sobre os vários aspectos do seu plano de governo, é necessário que ele tenha liberdade para responder os questionamentos sem pressão, ou excessos de interrupções, que – nota-se - tem o objetivo de prejudicar o candidato, além de não ajudar o esclarecimento do eleitorado. Pelo menos, é essa a impressão que passa.

** Mas, de resto, Heloísa Helena deu um banho de argumentação e fluência, nos quatro veteranos jornalistas da emissora. Fica um aspecto para reflexão futura, em vista às próximas eleições: até onde esse modelo adotado pelas emissoras está realmente ajudando a formar opinião e esclarecer claramente o eleitor.

** Os debates com muitos candidatos já demonstraram que se torna impraticável, cansativo e nada produtivo, tirando o interesse do eleitor em acompanhar. Os índices têm mostrado isso. Estão baixíssimos!
Pela desenvoltura de Heloísa Helena na entrevista do jornal Bom Dia Brasil ficou bem claro que ela não serve como massa de manobra. Está atenta na agilidade dos jornalistas em fazer perguntas e demonstra estar conscientes dos problemas nacionais, e da necessidade de um projeto de governo, que não seja um projeto político, de partido, que como a história tem registrado, se afasta da grandiosidade do mérito, descambando para interesses menores. Conquistou, sem dúvida, muita simpatia.

Universidade do Mercosul sairá do papel

Vem aí a Universidade do Mercosul. Entre hoje e amanhã, em Foz do Iguaçu (PR), estarão se reunindo ministros e demais autoridades do Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai com o objetivo de alinhavarem os primeiros passos para a criação da Universidade do Mercosul, que contará ainda com os chamados países associados, entre eles, Venezuela, Chile e Bolívia. Um evento significativo para a tríplice fronteira.

Humor de cão
Aloísio Mercante (PT), já não é mais o mesmo dos velhos tempos. Agora, segundo os mais próximos, sofre de um terrível mau humor... Será porque, né? Quem pensou em José Serra, acertou.

Interessante
Ainda hoje estaremos postando um artigo interessante intitulado “Sanguessuga informa: saio por questão de foro íntimo”. Será?

REFLEXÃO:

Parte um:
(*) Como é que pode, pela ótica da coerência e da transparência - tão alardeadas por décadas pelo Pete - uma junção de interesses entre o presidente Lula, e o deputado federal Jader Barbalho? Rememorando, Barbalho era então senador e presidente do Senado, em 2001, quando foi forçado a renunciar por estar envolvido até a medula com irregularidades no Banpará e Sudam, conforme registrou a imprensa na época.

Parte dois:
(*) Com a renúncia, Jader Barbalho garantiu sua volta na eleição seguinte, 2002, como deputado federal e, desde então, circula como um dos aliados de primeira hora do presidente, fazendo a ponte junto ao PMDB, além de ter seu nome entre os conselheiros da campanha de reeleição de Lula. Sem qualquer constrangimento, sem qualquer melindre, sendo que antigamente, desfiavam o rosário quando alguém tropeçava nos desvãos da corrupção e do desmando. Realmente, os tempos mudaram!

Agora está como o diabo gosta!

Lei foi feita para ser cumprida. Então, ta! Pelo Código Eleitoral desde a zero hora deste sábado (16), nenhum candidato a cargo eletivo poderá ser preso, salvo em caso de flagrante delito.

Podemos olhar a lei por dois ângulos. O primeiro, ela resguarda o direito do candidato de eventuais investidas de seus opositores que, dependendo do grau de insensatez, possa lhe criar alguma arapuca juntamente com policiais inescrupulosos, para prejudicar a sua eleição.
Mas também, por outro lado, os mais atrevidos podem criar algum tipo de embaraço para outros e, desde que não seja pego em flagrante, sai de fininho, sem deixar o rabo preso, e o outro com a batata quente, junto à opinião pública.

Mas, vamos fazer de conta que isso é um delírio. Afinal, nossos candidatos são pessoas educadas, estão sempre preocupadas com o bem-comum, e numa sociedade democrática, não tem porquê um, não respeitar o direito do outro, não é mesmo?
A chapa está esquentando!

Prender ou perseguir jornalista

NÃO CALA A BOCA DA SOCIEDADE! A sociedade moderna já engajada numa nova conceituação, depois de décadas de desmandos de nossos políticos, sem generalizar, mas muitos deles não honraram o voto e nem a calça que vestem!

A sociedade está cansada, a cada eleição, da desfaçatez dos nobres (?) candidatos, que perseguindo a perpetuação no poder, se apresentam com a cara lavada e, novamente maquiada, para mais uma empreitada: surrupiar o voto do incauto e – às vezes até desinformado – cidadão mais humilde que não tem tempo de se informar, pois, pela falta de responsabilidade de seus políticos representantes, vivem numa penúria de dar dó!

E assim, pelo visto continuarão, enquanto não se desmontar a grande farsa que toma conta do país num jogo de empurra-empurra, tecnicamente dirigido por espertalhões de plantão que não medem esforços para inverter as regras da verdade a cada instante, direcionando a artilharia para os seus interesses mais imediatos.

A IMPRENSA tem a finalidade precípua de estar atenta e delatar sempre, doa a quem doer, os mecanismos da corrupção, da discórdia e dos interesses inconfessáveis, para que a sociedade e o seu povo mais humilde não sejam marginalizados, como, aliás, vêm acontecendo, numa sucessão de fatos e denúncias lamentáveis e cujo rigor na punição deixa perplexo os mais desavisados desse procedimento condenável, corruptivo e que tem levado o país à mazela em que está.

Qualquer personalidade política da República, do Estado ou do Município que cometer a sandice de induzir autoridades a determinar MANDADO DE PRISÃO à jornalistas, blogueiros, entre outros que se utilizam da escrita para expressar opinião, estará cavando a sua própria sepultura junto à opinião pública.

Pois, o político inteligente, nesses casos, solicita à Justiça o DIREITO DE RESPOSTA e, no mesmo espaço da denúncia, fará a sua defesa, e aí sim, muito melhor burilada por seus advogados, pelo tempo que dispõe e pela forma mais contundente de defesa.

Foi-se o tempo em que matar jornalistas era uma solução. Ou encarcera-los às vésperas das eleições para calar sua boca. Isso faz parte do passado e da vergonha que deve corroer aqueles que assim se posicionaram e, quem sabe, alguns, ainda se posicionam, alinhados ao resquício da infame ditadura de triste memória.

Aos políticos, jornalistas e sociedade cabe a missão mais nobre de juntos lutarem e retratarem a realidade para se encontrar caminhos para uma sociedade mais justa, e alinhada com as necessidades da população.
Jornalista não é bicho papão, nem políticos, leopardos. Mesmo que defendam seus territórios, não podem esquecer que a Pátria é de todos e o bem comum deve prevalecer, pois ambos estão a serviço da mesma sociedade.